ALADA Apresenta Visão Estratégica para o Setor Aeroespacial Brasileiro em Reunião Conjunta com SIMDE e FIESP

Estratégia da ALADA: um modelo de negócio inovador, atuação facilitadora e crescimento responsável da Empresa para alavancar o potencial aeroespacial do país.

Presidente da Alada e Embaixador da Coreia do Sul no Brasil

A ALADA – Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil marcou presença na reunião plenária conjunta do Departamento de Defesa e Segurança (DESEG) da FIESP e do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (SIMDE), realizada em 06 de outubro de 2025. O evento, que reuniu líderes e especialistas do setor, foi palco para a apresentação do propósito e atuação estratégica da ALADA no fomento à indústria aeroespacial nacional, conduzida pelo Presidente da Empresa, Sergio Roberto de Almeida.
A reunião, que teve início às 10h no Espaço Executivo da FIESP, também foi transmitida ao vivo e contou com uma mesa de abertura composta pelos senhores Carlos Erane de Aguiar, Diretor Titular do DESEG da FIESP, Dagmar Oswaldo Cupaiolo, Vice-Presidente da FIESP, Embaixador Nelson Antonio Tabajara de Oliveira, Chefe da Representação do Ministério das Relações Exteriores em São Paulo, Gen Ex Francisco Carlos Modesto, Chefe do Escritório do SisDIA de Inovação em São Paulo, e Frederico Aguiar, Presidente do SIMDE.

Carlos Erane iniciou a reunião dando as boas-vindas e enfatizando a relevância do encontro para a integração entre a indústria, o governo e as Forças Armadas. A criação da ALADA, segundo Erane, simboliza a continuação de uma vocação da Força Aérea Brasileira (FAB) que, historicamente, contribui com os avanços científico e tecnológico nacionais, unindo inovação, soberania e desenvolvimento industrial.
Durante a apresentação "ALADA: Projetos e Atuação Estratégica no Desenvolvimento do Setor Aeroespacial Brasileiro", Sergio Almeida elucidou o propósito e o modelo de negócio da ALADA, destacando seu papel como um catalisador fundamental para o setor aeroespacial do Brasil. A ALADA surge como uma resposta inovadora, unindo a força do Estado à eficiência do setor privado, visando a exploração econômica da infraestrutura tecnológica da União, bem como o desenvolvimento de projetos aeroespaciais complexos e integradores.

Um Novo Modelo de Negócio para o Futuro Aeroespacial

O Presidente da ALADA detalhou o novo modelo de negócio da empresa, que visa superar as limitações dos contratos baseados em preço de custo e pagamentos via Guia de Recolhimento da União (GRU), historicamente marcados por processos trabalhosos, baixa disponibilidade de meios e sem retorno direto de investimentos para as infraestruturas exploradas. O modelo proposto pela ALADA adota uma prática comercial baseada em preços de mercado, gerando novas fontes de receita e possibilitando investimentos na estrutura em um ciclo virtuoso, que se retroalimenta. Este avanço permitirá à ALADA não apenas desonerar o orçamento fiscal através da atração de capital privado, mas também reinvestir na infraestrutura, garantindo a soberania tecnológica em áreas estratégicas para o Brasil. A captação de recursos e a contratação da indústria nacional são elementos centrais deste modelo, visando o desenvolvimento e a integração de todos os stakeholders envolvidos. A apresentação se aprofundou nos três eixos estratégicos que nortearão a atuação da ALADA, cada um com o objetivo de posicionar o Brasil como um player relevante no mercado global aeroespacial.

Eixos estratégicos

A ALADA assume a exploração comercial dos centros de lançamento brasileiros, como o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) e o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Estes centros, geograficamente privilegiados pela sua proximidade com a linha do Equador, histórico operacional oferecem vantagens competitivas inigualáveis para lançamentos seguros e eficientes.
Almeida ressaltou que a localização estratégica dos centros brasileiros permite alcançar uma ampla gama de planos orbitais, dando acesso a 99% das órbitas comerciais a partir do CLA e 60% a partir do CLBI. Essa amplitude, invejável quando comparada com outros centros de lançamento é possível não apenas pela proximidade com a linha do Equador, mas também por uma soma de vantagens como áreas de segurança voltadas para o mar, ausência de ameaças naturais comuns em outras regiões, como terremotos, atividades vulcânicas, tornados/furacões, baixa interferência no tráfego aéreo e estabilidade geopolítica da região.

Diretoria Executiva da Alada na Embaixada da Coreia do Sul.

Adicionalmente ao Serviço de Lançamentos Espaciais, a ALADA se propõe a atuar no gerenciando projetos aeroespaciais complexos que envolvem a captação de clientes, parceiros e recursos. O objetivo é garantir a execução continuada de projetos que demandam o engajamento de um ecossistema de empresas e fornecedores nas áreas aeronáutica, tecnológica e espacial.
Além disso, a ALADA irá comercializar produtos aeroespaciais e serviços técnicos especializados, oferecendo à indústria acesso à infraestrutura tecnológica da União, incluindo laboratórios de pesquisa de renome como os do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Crescimento responsável

Além das razões que motivaram a criação da Empresa e de suas atividades, a palestra tratou do que Almeida considera uma estratégia de “crescimento responsável” ao abordar o plano de pessoal da ALADA. O planejamento de crescimento gradual da equipe, inicia com apenas 35% das chefias no seu ano de criação, chegando a 82% no seu quinto ano de operação. Essa abordagem visa garantir a sustentação econômico-financeira da empresa, equilibrando despesas conhecidas com a estimativa de receitas provenientes da prospecção de mercado. O objetivo é que o aumento nas receitas acelere o processo de contratação, gerando impactos positivos no lucro líquido, lucro operacional e fluxo de caixa da empresa.
Ao final de sua apresentação, o Presidente da ALADA ressaltou o propósito da empresa de ser uma entidade facilitadora, uma "ponte entre o setor privado e a infraestrutura tecnológica da União", garantindo que empresas privadas possam utilizar de forma segura e eficiente os ativos disponíveis. A reunião foi encerrada com uma sessão de perguntas e respostas, proporcionando um valioso intercâmbio de ideias entre a ALADA e os representantes da indústria, consolidando a parceria para o futuro do setor aeroespacial brasileiro.


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